Janet Murray fala sobre literatura expandida, no Oi Futuro Cabeça de setembro

Autora do livro “Hamlet no Holodeck”, pesquisadora analisa, no dia 21, o futuro da narrativa no ciberespaço

Depois da noite histórica que reuniu Pierre Lévy e Gilberto Gil, o Oi Futuro Cabeça promove, neste mês,  um encontro para discutir os rumos da literatura  em mídias digitais. A convidada de setembro é a pesquisadora americana Janet Murray, que vai analisar, junto da professora e curadora Cristiane Costa, a criação e popularização de novas ferramentas e estratégias que vêm revolucionando as formas narrativas  . O debate acontecerá na quarta-feira, dia 21, às 19h30, no Oi Futuro do Flamengo. A entrada será franca e as senhas serão distribuídas meia hora antes do evento.

Janet Murray é autora de Hamlet no Holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço, lançado em diversos países, inclusive no Brasil. Para a pesquisadora, o livro impresso deixará, gradativamente, de ser um modelo absoluto para o escritor, uma vez que, hoje, narrativas sem papel, ou até mesmo híbridas, podem se valer de vários suportes para sua “publicação” (no sentido original de “tornar público” e não no do senso comum: imprimir).

Janet Murray dirige o Experimental Television Laboratory, que faz experiências para ABC e MTV. Atualmente, escreve um livro para o MIT Press, Inventing the Medium: A Principled Approach to Interactive Design

Cristiane Costa é coordenadora do curso de jornalismo da ECO-UFRJ e pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea. Desenvolve estudo sobre novas estratégias narrativas em mídia digital, com apoio da Faperj e do Itaú Cultural.

O projeto Oi Futuro Cabeça continuará promovendo, até dezembro, encontros mensais entre pensadores e estudiosos da cibercultura, com a curadoria das professoras Cristiane Costa e Heloísa Buarque de Holanda. “O objetivo dos debates é responder à pergunta: até onde pode ir a literatura antes de se tornar uma nova arte, baseada num novo suporte?”, explica a professora Cristiane Costa.

Para Heloisa Buarque, a história comprova que todas as vezes que uma nova tecnologia surge, ela é sentida como uma ameaça para as mídias culturais anteriores. Foi assim com a pintura quando surgiu a fotografia, com o teatro com o advento do cinema, com o cinema com a popularização da televisão. “Agora, o livro é posto em questão. Decretará a internet o seu fim? Como das outras vezes, o tempo se encarregará de desmentir esta premissa?”, indaga a professora.

Encontros – Depois do debate entre Janet Murray e Cristiane Costa, a programação do Oi Cabeça inclui mais três encontros, até dezembro. No dia 19 de outubro, será a vez de o americano Robert Coover (ELO – Eletronic Literature Organization), professor do Literary Arts Program da Brown University, que vai debater, no dia 19, “os novos gêneros e-literários”, com a artista e pesquisadora brasileira Giselle Beiguelman (O livro depois do livro). Os dois últimos debates serão com Ian Bogost(MIT– Newsgames) e Arthur Protasio (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ) sobre “Personagens, estratégias narrativas e engajamento nos games”, no dia 16 de novembro. O projeto se encerra no dia 7 de dezembro com um Labfest, espaço de troca e criação, que reunirá a comunidade literária impressa e transmídia num evento inédito e urgente no campo das letras.

O primeiro encontro do Oi Futuro Cabeça, em maio, trouxe para o Brasil a americana Nancy Baym, ex-presidente daAssociation of Internet Researchers e professora da Universidade do Kansas para debater sobre “O fim da crítica e o auge dos fãs”. Em junho, foi a vez de Scott Lindenbaum, um dos fundadores da revista digital Electric Literature, saudada como uma revolução entre as revistas literárias nos Estados Unidos para falar sobre “Novos espaços para a literatura”. No evento de julho, o alemão Daniel Gelder, vice-presidente da Metaio, a principal empresa do mundo especializada em Realidade Amentada, conversou com o filósofo especializado em cibercultura Rogério da Costa sobre as mudanças de concepção quando o muro que separa virtual e real desmorona. Em agosto, o filósofo tunisiano Pierre Lévy falou sobre “o poder da palavra no universo da cibercultura”, ao lado do cantor e compositor Gilberto Gil.

O Oi Cabeça é um Oi FUTURO – O Oi Futuro tem a missão de democratizar o acesso ao conhecimento para acelerar e promover o desenvolvimento humano. O principal foco das ações do instituto de responsabilidade da Oi é a promoção de um futuro melhor para os brasileiros, reduzindo distâncias geográficas e sociais. Os programas Oi Tonomundo, Oi Kabum! (escolas de arte e tecnologia), NAVE e Oi Novos Brasis atendem 600 mil crianças e jovens, desenvolvendo metodologias educacionais inovadoras, promovendo a inclusão digital e fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de professores e educadores da rede pública. O Oi Conecta, um programa em parceria com o Governo Federal, leva banda larga a mais de 40 mil escolas públicas, beneficiando cerca de 26 milhões de alunos. Na área cultural, o Oi Futuro atua como gestor do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), além do Museu das Telecomunicações nas duas cidades. O Oi Futuro apoia, ainda, projetos aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte. A Oi foi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos sócio-educativos inseridos na nova Lei.

PROGRAMAÇÃO:

 

21 de setembro – 19h30

“Literatura expandida”

Janet Murray (Hamlet no Holodeck) e Cristiane Costa (Programa Avançado de Cultura Contemporânea – UFRJ)

 

19 de outubro – 19h30

“Os novos gêneros e-literários”

Robert Coover (ELO – Eletronic Literature Organization) e Giselle Beiguelman (O livro depois do livro)

 

16 de novembro – 19h30

“Personagens, estratégias narrativas e engajamento nos games”

Ian Bogost (MIT – Newsgames) e Arthur Protasio (Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ)

 

7 de dezembro – 19h30

Labfest

 

SERVIÇO:

Oi Futuro Cabeça – Literatura Expandida

Com Janet Murray e Cristiane Costa

Oi Futuro – Flamengo

Rua Dois de Dezembro, 63.

Tel: 21 3131-3060

Entrada Franca (senhas distribuídas 30 minutos antes)

Casa sujeita a lotação



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